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PBL no MY HUB – Project Based Learning – Aprendizagem baseada em projetos

Ao pensarmos em aulas menos centradas no professor e alunos mais engajados na aprendizagem de línguas decidimos introduzir a abordagem PBL (Project-Based Learning) em nossa escola. Durante o segundo semestre de 2018 os professores começaram a se preparar para esse novo desafio. Fizeram muitas leituras, estudaram, assistiram vídeos de escolas estrangeiras que utilizam essa abordagem, desenvolveram atividades em conjunto e trocaram ideias a respeito de formas de avaliação.

Embora a palavra “projeto” soe familiar, existe uma grande diferença entre projeto e PBL. Enquanto projeto é uma atividade desenvolvida ao final de um conteúdo abordado de forma tradicional, PBL é uma abordagem de ensino cujo foco é o processo. Os alunos passam a ter um papel ativo na construção do seu conhecimento tornando-se protagonistas no processo de ensino-aprendizagem. Ganham autonomia para explorar e encontrar soluções para problemas da vida real de forma colaborativa. Desta forma, aprendem a respeitar e ouvir a opinião dos colegas e a se comprometer, desenvolvendo habilidades que usarão em suas vidas. Assim como em um projeto tradicional, na abordagem PBL existe a elaboração de um produto final. No entanto, o produto final dessa abordagem  é decorrente do trabalho em grupo dos alunos e das competências por eles usadas. Criatividade e inovação, colaboração, pensamento crítico, resolução de problemas, comunicação, busca e análise de informações e letramento midiático são competências utilizadas do início ao fim do projeto. Consequentemente, os alunos exercitam não só as habilidades de pensamento como lembrar, entender e aplicar (Low Order Thinking Skills), mas também as habilidades de pensamento mais complexas como analisar, avaliar e criar (High Order Thinking Skills). O produto final pode ter vários formatos: uma apresentação oral para um público escolhido previamente, um vídeo, um pôster, trabalhos manuais, etc.

Outra diferença marcante entre um projeto tradicional e a abordagem PBL diz respeito ao papel do professor. Em PBL, o professor assume o papel de facilitador e sua avaliação não será somente sobre o produto final, mas acima de tudo sobre o processo. Os alunos também participarão desta avaliação. No decorrer do processo, os alunos terão vários momentos onde eles se auto avaliarão assim como terão a oportunidade de avaliar e fornecer feedback para os demais componentes do seu grupo.

Enfrentamos um grande desafio ao usar PBL como uma abordagem de ensino de língua estrangeira a partir de 2019. Na abordagem PBL escolhemos um tópico e uma pergunta norteadora com dois objetivos: desenvolver a língua estrangeira e aprender o conteúdo, sendo que a língua estrangeira é utilizada como ferramenta para a aprendizagem desse conteúdo.

As primeiras conclusões sobre nossa experiência com PBL usado para ensinar línguas é que essa experiência tem se concretizado em um aprendizado de língua mais produtivo e significativo para os alunos. Os materiais que usamos da National Geographic Learning cobrem uma variedade imensa de tópicos de diferentes áreas do conhecimento e nos possibilitam fazer conexões com o mundo real utilizando a língua estrangeira em situações que ocorrem fora da sala de aula.

Neste primeiro semestre usamos PBL com 8 turmas de diferentes faixas etárias e níveis de conhecimento. Os projetos tiveram duração de um mês com oito aulas e nossas expectativas foram alcançadas.

Algumas fotos dos projetos, suas perguntas norteadoras e depoimentos de professores e alunos.

TZ Starter (9 e 10 anos) – Profas. Leticia e Driely – Pergunta norteadora (Driving question): “What would your perfect classroom be like?”

 

Profa. Driely:  “O trabalho com PBL foi inovador, pois proporcionou a interação das alunas nas pesquisas, na construção dos projetos e na apresentação deles. Foi possível ampliar o conhecimento proposto de uma maneira lúdica e criativa”.

​ “Foi um estudo interativo, onde pudemos ‘fugir’ do livro-caderno, caderno-livro. Pudemos aprender novas palavras e a apresentação nos fez praticar bem o Inglês, nós perdemos a vergonha”. (Alunas do TZ Starter – Isadora, Isabela e Letícia, (10 e 9 anos).

 

Driving question: “What does your new country look like?”

 

 TZ 3B – (12 e 13 anos) Prof. Rodolfo e profa. LeticiaDriving question: “What should we buy to survive a mass strike?

 

Profa. Letícia:

It was an amazing experience to see the students being the center of their own learning. They were able to make decisions by themselves, while I was only a mediator. I felt like they were so involved with the project that they didn’t even know they were learning so much.

(Foi uma ótima experiência ver os alunos serem o centro do próprio aprendizado. Eles foram capazes de tomar decisões sozinhos enquanto eu era apenas uma mediadora. Senti que eles estavam tão envolvidos com o projeto que não se deram conta de que aprenderam tanto. Foi muito produtivo.)

Depoimentos de alguns alunos do TZ 3B:

“I liked to do the project because it was a different experience and funnier than a test. I learned how to argue and things about food. I enjoyed  developing the poster and the video with my friends and practiced more speaking.” – Isabela Braido (13 anos)

“I liked the project because it was very didactic and it was better than a test. I learned many things about food and about the mass strike. And in this project I got less nervous than I was during the test.” – Maria Eduarda Lino Rossi (14 anos)

“I liked to do the project because making a poster is a very interesting thing and, in fact, you learn a lot having fun. The part that I liked the most was drawing and coloring the poster.” – Maria Eduarda Oliveira ( 14 anos)

“In my opinion, it was the best project we have ever done! It was really fun and taught me a lot. I felt really well when we were doing the project. Besides that it was really fun to make a group project with my friends.” – Henrique Furquim (13 anos)

“I really liked the project because I worked with my partner Furquim and I thought that was a different way to learn. But the part that I most liked was talking behind the cameras, I felt like a reporter.” – José Bento (12 anos)

 

Life 5 – Profs. João e Jason (adolescentes e adultos) – Driving question: “Why isn’t Brazil a more popular vacation destination for foreigners and Brazilians alike?”

Prof. João: “A abordagem PBL mostrou-se muito eficiente para promover a colaboração e aguçar a curiosidade dos alunos, o que os levou a buscar mais e mais informações sobre o tema proposto e enriquecer sua produção oral culminando numa apresentação muito bem feita pelos alunos a uma audiência externa seguida de um debate sobre os assuntos discutidos na apresentação.

A abordagem PBL é muito interessante, pois leva em consideração a experiência e o conhecimento prévio dos alunos, tornando o engajamento dos mesmos muito maior e levando a um resultado muito além do esperado se compararmos às abordagens tradicionais.”

Prof. Jason: I think both my students and I felt a little wary before we embarked on our PBL adventure. For me, it was the preparation and planning beforehand and whether the students would engage with the topic and the driving question and for the students it was the uncertainty of what was required of them and a feeling of being put under pressure. However, as I explained more of the details to them they became more confident and motivated. The class consists of eight students of mixed age (teenagers and adults). They are a fairly motivated and interested group who get on well and are engaged and focussed in class. They were split into two groups and given instructions about the project and what they were expected to produce. After this I stepped back to let them get on with it, lending assistance whenever needed. As a teacher, it takes a little time to get used to this modified role but the result is that the students become more pro-active and independent. Once I had instructed them to keep in English during the whole process they were able to do so without difficulty (this might be more difficult in a lower level ability or younger group). I believe they felt proud, content and satisfied about what they had produced and during the process they had become more fluent and been able to practice English more than in a regular class.

 

Explore 3 (9 e 10 anos) – Profa. Júlia – Driving question: “Which animal has three different names during its life?

 

 

 

 

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